Mostrar mensagens com a etiqueta Dream in Germany. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dream in Germany. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Drean in Germany–36º capitulo

Apesar de não ter tido comentários no último e não ter muitos capítulos escritos acho que devo postar, já lá vai um mês!

36º capitulo

A semana foi bastante agitada mas rapidamente chegou ao fim e, apesar de serem poucos dias, os ânimos acalmaram e já quase não havia perguntas a fazer nem planos a traçar.

Mas era Tom que estava, de longe, mais entusiasmado com a chegada do fim da semana.

Os três estavam a tomar o pequeno-almoço como habitualmente e estavam a contar à rapariga o que fariam naquele dia.

- E mano, é hoje não é? – Inquiriu o mais velho.

- Hoje? O quê? – O mais novo não tinha percebido a pergunta mas após um olhar mais expressivo do irmão entendeu totalmente. – Mas achas que hoje é um bom dia? Não será melhor esp…

- Esperar mais?! Mas tu estás maluco?! – Tom desatou as berros – Peço desculpa, não devia ter gritado mas sabes muito bem o quanto eu esperei!

- Pois sei, peço desculpa por te ter feito esperar tanto…

-Pode-se saber o que estão para aí a dizer?

- É assim, o Tom conheceu uma rapariga, mais ou menos como eu te conheci a ti. Entendes? E vai traze-la cá para casa. Está bem?

- Claro que está bem! É hoje que a vão buscar mesmo não é?

- Sim, não te importas? É que vai ser à noite e eu gostava que o meu irmão fosse comigo!

Visto que Luísa não se importava nada de ficar uma noite sozinha seguiram para os recantos escondidos da cidade, logo após o jantar.

- Mas tu tens a certeza que ela costuma andar por aqui? – Já andavam a patrulhar as ruas à cerca de duas horas e não havia sinal de Kristen.

- Bolas, Bill! Certeza, certeza nunca se pode ter mas acho que sim!

- Mas ela pode… pode…

- Sim, Bill! Pode ter morrido! Tenho lido essa parte dos jornais e não diz nada portanto se faz favor vais continuar aqui comigo, está bem? – Bill olhou apreensivo para o relógio, estava claramente a ver à quanto tempo Luísa estava sozinha – Lembra-te que ela é grandinha e já aprendeu o suficiente para se safar…

- Continuemos…

E continuaram durante horas a fio, chegaram mesmo a ir a cidades vizinhas mas nem Kristen nem nenhuma pista ou amigo que pudesse ser útil. Chegou a um ponto em que estavam ambos exaustos e já era tarde, decidiram então ir para casa, eram já três da manhã.

Assim que a chave começou a rodar na fechadura, Luísa correu para a porta mas ficou dececionada por encontrar apenas duas pessoas em vez das aguardadas três.

- Então, o que se passou? – o seu olhar era um misto de curiosidade, preocupação e deceção que rapidamente desvaneceram e ficou apenas a tristeza.

- Não a encontramos… Ainda estás acordada? Já é tarde e estou mesmo cansado… Vou para cima, vens?

- Vou ficar aqui só um bocadito, se não te importares.

O Kaulitz mais novo foi para cima e os restantes habitantes da casa foram para a sala. Tom sentou-se no sofá enquanto Luísa preparava o que o via sempre a beber, whisky cola. Ao entregar-lhe ele estava com uma expressão de espanto que foi respondida com um simples:

- Estavas com cara de quem precisava… Então fala-me lá da tua miúda.

E o mais velho falou durante bastante tempo sobre todos os detalhes que havia para contar sobre Kristen. No final já as lágrimas esbordavam dos olhos de ambos.

- O Bill nunca te chegou a dizer tudo sobre mim, pois não?

E foi a vez dela falar sobre ela mesma.

- E sim, acho mesmo que a tua Kristen é a minha Kristen… - os olhos de Tom encheram-se de esperanças – Hum… A esta hora, sábado… o melhor é ires a uma casa muito degradada que existe no quinto quarteirão a contar do parque radical. Queres que vá contigo?

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dream in Germany–25º Capitulo


Desculpem não ter postado mais cedo. Vou tentar começar a escrever e a postar com regularidade agora que já não falta muito para acabar…
Capitulo 35

Apesar das suas ideias terem sido executadas bastante rapidamente, Bill tinha tudo planeado. Continuariam a ir aos ensaios e Luísa ficaria em casa a recuperar durantes umas semanas. Ou então, dependendo da vontade dela, poderia ter aulas particulares do que lhe apetecesse ou acompanhamento psicológico. Também o trabalho no estúdio corria melhor do que o planeado, faltava mesmo pouco para estar o CD estar acabado e começar a dar entrevistas e concertos.
Ela preferiu apenas ficar em casa durante uns dias para refletir e descansar. Tinha a vida bastante facilitada, bastava acordar preparar-se, comer, passar um bocado do tempo e logo chegava Bill para estar com ela em casa ou levá-la a passear. A segunda opção era, sem dúvida, a favorita de ambos, principalmente da mais nova. Não tanto por gostar de conhecer novos sítios mas mais por estar longe de casa e de certos momentos, por assim dizer. Apesar de o amar imensamente e de já ter feito várias coisas com diversos homens não conseguia ter nada com o Bill. Dormiram sempre na mesma cama, o loiro nunca chegara sequer a tentar alguma coisa mas tudo aquilo era o suficiente para a deixar triste consigo mesma. Outra coisa que a deixava bastante triste consigo mesmo era ver que toda a gente sofria com a sua falta. Agora que tinha um computador à sua inteira disposição voltara aos blogs e ao facebook, embora sem que fosse vista pelos outros, via a falta que fazia aos seus amigos e principalmente à sua família. Não estava preparada para fosse o que fosse portanto decidiu ficar com aquele que a acolhera tão bem.
Tom estava visivelmente feliz pelo irmão, tão feliz que aceitou adiar a procura da Kristen mais um pouco. Iam procura-la uma semana depois da rapariga ter chegado a casa, assim já estava mais habituada e segura e não se sentiria tão mal por ficar sozinha uma noite. Estava bastante confiante que a iria encontrar e iria correr tudo bem. Isso conjugado com o sucesso que estava a ter no estúdio fazia com que não fosse visível uma ponta de tristeza no seu rosto.
Tanto Gustav como Georg foram mantidos alheios a todas estas mudanças até ao dia a seguir a Luísa entrar em casa deles. Antes mesmo de começarem a afinar os instrumentos, os gémeos contaram-lhes tudo o que se passava, depois de passar o choque inicial houve bastantes abraços e palavras de incentivo.
Essa foi também a reação das restantes pessoas a quem contaram, família, amigos, staff mais próximo.
Naquele curto espaço de tempo ela tornou-se quase uma estrela dentro do círculo dos Kaulitz mas era sempre bastante acarinhada por todos. Pelo menos era só dentro do círculo, nenhum paparazzi a conseguiu apanhar.






domingo, 9 de setembro de 2012

Dream in Germany - Capitulo 34

Capitulo 34

O álbum estava na reta final e isso implicava que os quatro integrantes da banda passassem grande parte do seu dia no estúdio. Quando saíram já era tarde e estavam bastante cansados mas nada os demovia.
Bill não podia estar mais feliz com o plano, na sua mente já tudo estava definido, só faltava por o plano em ação. Tom concordara fazer parte do plano para tirar Luísa daquela vida e ir procurar Kristen noutra altura o que facilitaria bastante as coisas. O seu conhecimento na polícia também estava alertado, confiara em Bill porque este lhe tinha dito que nunca tinha feito nada com ela e que tentaria voltar a encaminha-la e a levaria aos seus familiares. O vocalista escolheu a opção mais difícil porque queria salvar não só aquela rapariga em específico mas também todas as que habitavam aquele antro.
Tom deixou Bill na porta do bordel e estacionou o carro num local estratégico, de fácil acesso pela porta das traseiras mas que não é visível do edifício. Estava tudo apostos, o espetáculo começaria dentro de momentos.
- Boa noite. – Introduziu-se Bill.
- Boa noite. Presumo que queira ver a menina Luísa. Suba, por favor.
- Sim, quero estar com ela mas… será que é possível levá-la para o jardim das traseiras?
- Bom… - nunca nenhum cliente lhe tinha feito esse pedido mas também nunca nenhum cliente foi como Bill – Está bem então, quer que a Alexia a vá chamar?
- Não, não, eu mesmo faço isso. Quer ficar com o meu número de telemóvel? Caso queira que regressemos à casa mais cedo ou assim… -disse a frase o mais rápido possível para não correr ricos de se rir do que acabara de dizer.
O mais novo cedeu o seu contacto pessoal e foi ao mesmo quarto de sempre. Pela primeira vez cumprimentou-a com um longo e demorado beijo e, sem mais demoras, dirigiram-se ao pequeno relvado nas traseiras do edifício.
- Porque é que me trouxeste aqui hoje? – Inquiriu a mais nova quando ambos já se encontravam deitados na relva a ver as estrelas.
- Para vermos as estrelas… Não é romântico?
- Sim, é claro que é…
Continuaram a sua alegre e banal conversa até que a aguardada mensagem chegou
*
A polícia veio aqui fazer uma rusga. Leva a Luísa para bem longe daqui
*
Os olhos de Bill brilharam como nunca antes! O seu plano tinha sido perfeito, o polícia tinha respeitado o pedido dele e até deixara Karl enviar uma mensagem e este último caíra que nem um patinho. No calor do momento não devia ter desconfiado do loiro até porque as rusgas eram habituais e, mesmo que depois de muito refletir, pensasse que Bill montara tudo não tinha nada a fazer. Não tinha reputação nem capangas para fazer fosse o que fosse quando estivesse na prisão portanto estavam os dois a salvo.
A mais nova foi encaminhada rapidamente para dentro do carro, sem tempo para muitas explicações o que a deixou muito baralhada e, até, com medo.
Assim que chegou ao carro, como estava previsto, conheceu Tom e correu tudo muito bem, ficaram com excelentes primeiras impressões um do outro e aquela relação prometia ser uma amizade bastante forte e divertida.
Com todas as perguntas trocadas tiveram pouco tempo para lhe explicarem mesmo o que se estava a passar, e isso era, de certa forma, relevante.
Mas assim que chegaram a casa a prioridade foi tomar banho, mudar de roupa, instalar-se… Por isso só quando os raios de sol eram visíveis no horizonte e o policia estava em casa é que puderam tirar tudo a limpo.
Nesse momento, em que todas as dúvidas estavam dissipadas e Luísa tinha a certeza que estava a salvo e ficaria com Bill, não era possível dizer o que brilhava mais, o Sol ou os seus olhos.
__________________________________________________________
Tenho poucos comentários mas como a Bruna pediu…

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dream in Germany–33º Capítulo

Apesar de ainda não ter os comentários todos eu decidi postar… Não acabei antes de fazer um ano mas talvez acabe antes de começarem as aulas, se vocês ajudarem, é claro.
Capitulo 33

Assim que Bill chegou a casa encontrou o gémeo com o pequeno-almoço preparado para ambos, o que era no mínimo estranho.
- Preciso mesmo de falar contigo e daqui a nada temos que ir para o estúdio. Assim perdemos menos tempo. – Foi a explicação dada.
- Pois, eu tenho… reparado… que tens andado diferente.
- Tens reparado, tens! Tu só tens olhinhos para a tua miúda. – Ambos riram perante a confirmação da verdade.
-Pois, desculpa, devia ter estado mais atento.
-Não peças desculpa… Na verdade eu tenho é de te agradecer. – Inspirou para reunir a coragem suficiente para contar o que guardava só para si à muito – Lembraste da Kristen? – o mais novo assentiu com a cabeça. – Pois… Na verdade eu nunca deixei de estar com ela, apenas passei a estar com ela de uma forma muito mais casual…
- Não sabia disso. Tom, como é que foste capaz de me esconder uma coisa dessas?!
- Para ti sempre foi mais fácil falar… E para além disso eu não conseguia admitir a mim mesmo que a minha relação com ela não passava de escassos encontros… Eu amava-a muito na altura, e ainda amo! Mas não conseguia aceitar isso… Outro dia ela veio aqui para casa… Ela estava complemente pedrada… - os olhos dele encheram-se de água e o irmão ia deitando fora tudo o que tinha na boca – A minha loirinha refugiou-se nas drogas… Isso é algo que eu nunca perdoarei a mim mesmo… - Bill queria interromper, contar a história da Luísa e dizer que ia ficar tudo bem mas viu que Tom queria continuar – Esse dia não vai à muito tempo, tu já estavas pelo beicinho com ela… E… e eu decidi aceitar que, que a amo mais do que tudo! Que a quero aqui comigo para sempre.
- Tom… - estava boquiaberto, nunca tinha imaginado que o seu próprio irmão dissesse aquilo e que muito menos chorasse ao dize-lo.
Limpou as lágrimas, respirou fundo novamente e retomou a fala.
- Mas eu quero mesmo. Eu quero encontra-la, trazê-la para casa, desintoxica-la e depois, depois vê-se…
- Ahm… - ainda estava atónito – Eu acho isso muito bem! Quando é que vais à procura dela?
- Sei lá… talvez vá hoje mesmo, depois de sairmos do estúdio, o que achas?
- Eu só espero que a encontres… Sabes onde procurar?
-Não mas não deve ser difícil… basta procurar naqueles bairros…
- Pois, sendo assim… Mas sabes que mais? Vou fazer o mesmo! Vou tirar a Luísa de lá… só não sei é como…
- Não te esqueças que temos conhecimentos.

sábado, 4 de agosto de 2012

Dream in Germany–32º Capítulo


Eu peço desculpa pela demora, vou tentar ser mais assídua a partir de agora.
Este capítulo é chato mas tentem fixar alguns pormenores, mais à frente vão dar jeito.
Capitulo 32
- Seja bem-vindo mais uma vez, menino Kaulitz – sorriu mas o mais novo não retribuiu o gesto, apenas apontou para as escadas como a pedir permissão que lhe foi concedida rapidamente.
-Olá princesa – ela não contava com ele portanto estava como habitualmente, de costas e distraída, o que lhe deu a melhor ocasião para a abraçar por trás e beijar-lhe o pescoço.
- Parece que o meu príncipe chegou mais cedo hoje.
A partir daí a conversa fluiu normalmente como sempre fluía entre os dois, com bastantes carícias à mistura.
- Já falamos de muita coisa hoje… - disse o loiro após um breve momento de pausa depois de terem esgotado o tema de conversa, aproveitando para a admirar a face que estava mesmo à frente um do outro pois estavam deitados de lado.
-Não falamos dos nossos medos… -riu-se a mais nova passando a mão levemente pelo braço musculado dele e lembrando-se dos tempos em que era totalmente obcecada por eles e aquele braço era muito menos musculado.
- E quais são os medos da minha menina?
- Tenho dois…
- Hum… aranhas e… medo do escuro? – Brincou o mais velho apertando-lhe as bochechas.
- Não sejas parvo – riu-se e fez o mesmo. – Olha, em primeiro lugar tenho medo de criar uma família…
- Então porquê? – Perguntou mudando-se de posição de modo a tê-la nos braços.
- Porque… porque não gosto de bebés, não gosto de rotina, detesto os homens que não dão atenção às mulheres, ia detestar perder um monte de oportunidades… Por aí.
- Wow, que lista que aí vai… Mas sabes uma coisa? – Beijou-lhe o cabelo que estava mesmo por baixo do seu queixo. – Um dia vais mudar esse teu medo. Vais amar os teus filhos recém-nascidos e acha-los a coisa mais bonita do mundo. Vais ter uma vida tão atarefada e tão fora do comum e da rotina que tudo o que vais querer é um pouco de normalidade. Vais arranjar um homem que te dará o devido valor e vais ter ainda mais oportunidades do que se ficasses solteira.
- Bill… – foi a única coisa que ela conseguiu pronunciar com alguns pequenos soluços á mistura.
- Não chores, amor. – e ficaram assim em silêncio até a rapariga se recompor aí ele perguntou qual é o seu segundo medo.
- É exatamente o oposto, ficar sozinha.
- Tu saíste-me cá uma peça… - riu-se afagando-lhe o cabelo. – Mas tu achas que eu alguma vez te deixaria sozinha?!
- És mesmo querido, - demorou algum tempo como a mentalizar-se do que iria dizer – amor. E então, conta lá, quais são os medos do menino?
- Perder quem mais amo. – Era demasiado evidente que estava dirigido a ela, assim como ao irmão dele mas naquele momento só ela importava. O amor que sentiam um pelo outro crescia de dia e, naquele preciso momento, nem sequer no peito cabia. Precisava de haver um outro espaço onde tão puro e inocente amor pudesse ser demonstrado. E esse espaço era bem real e estava bem perto. Aproximaram-se lentamente um do outro e deixaram os seus lábios tocarem-se. Era esse o local mágico que permitia todas que as emoções flutuassem harmoniosamente entre os dois corpos.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Dream in Germany–31º capítulo


Acho que vou no bom caminho para acabar antes de fazer um ano, vamos lá ver…
Quanto à fic em si não há muito a dizer… Espero que tenham gostado desta brincadeirinha do Tom, em especial a Anja.
31º capítulo
- Hey, acho que precisamos de falar – disse o mais novo assim que viu o seu semelhante abandonar aquela divisão.
- Eu acho que não mas de qualquer das formas agora não dá, já falei com a Anja daqui a 1h vou passar em casa dela – pronunciou esta frase devagar, lembrando-se de como á cinco minutos atrás, enquanto a convidava, nem o seu sorriso amável nem as suas curvas sedutoras o faziam esquecer Kristen mas ainda continuava a pensar que uma noite bem passada o iria ajudar a fazer isso. – Vamos para casa e depois eu passo por lá ou tens outros planos?
- Não, está bem assim. – Concordou já entristecido – Quando tu fores para a casa da Anja eu vou para a da Luísa.
Todo o tempo que passaram juntos foi passado em silêncio até Tom, já com o seu ego novamente em cima e um sorriso típico de um player, dizer:
- Precisas de alguma coisa, maninho? – Perguntou levantando levemente a caixa que estava no seu bolso como a dar a entender alguma coisa.
- Sabes bem que não, Tom! – Respondeu rispidamente – E para lá com essa mania de SexGott que já irrita…
- Tu é que sabes… - Sabia que era verdade mas agora o seu astral estava verdadeiramente alto e não iria deixar um comentário afetá-lo. Iria buscar a Anja, divertir-se muito com ela e esquecer tudo o resto.
Quando tocou à campainha do pequeno apartamento já ela estava pronta e em menos de nada saiu do prédio uma bela rapariga loira. Não era uma modelo nem era tão alta quanto se esperava de uma alemã mas as suas proeminentes curvas e as suas doces feições conquistaram Tom. Não de uma forma romântica como ela desejava mas pelo menos conseguia estar próxima dele.
Assim que entraram no carro, o seu sorriso maroto voltou a conquistá-la como fazia durante algumas noite ao longo de um ano. Contudo, ela não sabia o que esse sorriso encerrava. Tom lembrar-se da primeira vez que a tinha convidado, foi na primeira vez que sentiu fortemente saudades da Kristen. E cada vez mais, qualquer gesto ou palavra que a Anja dissesse lembrava-lhe a menina do seu coração, tinha o pressentimento que a noite ia correr mal mas insistia consigo mesmo que tudo isso iria desaparecer.
O carro continuou a percorrer os kilómetros que separavam as casas. Estavam em silêncio até este ser quebrado pela presença feminina.
- Hoje não vamos dar uma volta? - por vezes Tom levava-a a dar um passeio pelas redondezas antes de irem para casa dele. Usualmente para sítios pouco frequentados o que tornava o clima um pouco romântico e, nesses escassos momentos, Anja não se sentia apenas mais uma, sentia que talvez houvesse mais alguma coisa.
- Não - olhou para ela a mexer o piercing, sabia que ela não era capaz de resistir - Importas-te? 
- Não, claro que não! - Forçou um sorriso, ela queria muito mais do que noites bem passadas mas se isso era o máximo que conseguia, iria aproveitá-lo.
Rapidamente chegaram a casa e fizeram o que ambos desejaram. Ambos ficaram bastante satisfeitos mas cada um sentia à sua maneira que alguma coisa estava errada. Apesar que não nutrir quaisquer sentimentos pela pessoa ao seu lado e ao contrário do que se possa imaginar, Tom sempre gostou de o fazer de uma forma romântica, carinhosa e delicada. Demorava sempre nos pequenos detalhes, beijando-a suavemente antes sequer de terem a roupa toda despida. Mas naquela noite aquilo não aconteceu. Cada minuto, cada segundo que demorava pensava na Kristen por isso fez apenas o essencial. Anja sentiu isso muito bem mesmo não sabendo especificamente o porquê. Ficou magoada mas sabia que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer.
- Tens alguém, nao tens? - perguntou tapada apenas por um lençol encostada á cabeceira da cama.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dream in Germany–30º Capítulo


Quem segue do inicio sabe que é a minha primeira fanfic a solo e estou a gostar e a aprender algumas coisas, tais como, nunca dar nomes verdadeiros ás personagens, ter um blog pessoal e outro de fics, não enrolar tanto nos capítulos… Mas até lá vão ter cerca de dez capítulos desta, espero que gostem!
Eu queria tê-la acabado esta semana, amanhã já é sexta e nem perto do fim mas mesmo assim acho que vai acabar antes de completar um ano.
Capitulo 30
Continuaram numa conversa banal sobre o seu dia e a banda até serem horas de irem finalmente para o estúdio. No percurso feito pelo Audi nenhuma palavra foi dita, Tom estava demasiado cabisbaixo para isso e o gémeo demasiado alegre para reparar o que fazia com que o mais velho ficasse ainda mais cabisbaixo. Queria desabafar mas nunca foi muito bom com essas coisas das palavras. Porque é que o seu irmão não notava? Talvez se lhe perguntasse o que se passava ele conseguiria expressar o mais profundo sentimento na sua alma. E porque é que o seu irmão estava tão feliz?! A resposta é óbvia, não passa de uma pergunta retórica que apenas agravava o seu sentimento de tristeza... É claro que não estava triste pelo irmão estar feliz mas sim pelo facto de que não ia estragar a felicidade, ou seja, não ia contar todo o que queria, aliás, nada. Nada ali iria fazer mudar o seu sentimento por isso apressou-se a mudar o seu pensamento, mas não o conseguiu levar muito longe. Ficou preso na última frase da... da sua... namorada. Apercebia-se agora de que nunca tinham oficializado nada mas arrependia-se. Arrependia-se de nunca lhe ter dito nem demostrado o quanto gostava e precisava dela. Arrependia-se de se ter afastado e de a ter deixado fazer o mesmo. Arrependia-se de  a ter involuntariamente e indiretamente levado a maus caminhos. Também se arrependia de pensar assim pois sabia que daqui a pouquíssimo tempo iria esquecer todo este assunto, estava apenas a criar uma enorme confusão na sua mente muito provavelmente causada pela ideia de amor perfeito do irmão. 
O dia decorreu normalmente à priora, no entanto, para quem conhecia verdadeiramente o Tom, tinha sido um dia verdadeiramente estranho. Os acordes eram agora ou profundamente harmoniosos e delicados, como uma perfeita balada, ou então estridentes como que a demostrarem inquietação. E, para além disso, tinha também contribuído para as letras mais profundas e românticas sem os habituais comentários sarcásticos. 
Bill já se tinha apercebido e sentia-se culpado de ter estado tão cedo com a própria felicidade que não conseguiu ver a dor do irmão e aguardava então a oportunidade perfeita para lhe perguntar o que se passava no entanto já ia tarde. O de tranças já tinha decidido que não iria pensar naquilo por muito mais tempo.
Estavam a arrumar agora todo o material e, Georg aproveitou de estar a sós com Tom para lhe perguntar:
- Então meu? Estás estranho hoje… Há miúda na costa…
- Achas mesmo?! Eu não sou desses…
- Não, não «Ich kämpf für dich und du für mich für immer» veio de onde, diz lá!
- Sei lá… só sei de onde não veio e isso é aquilo que tu estás para aí a insinuar… E para além do mais tenho que ir ali falar com a Anja…
- Achas mesmo que assim é que resolves as coisas?!
Tom sabia bem de mais que aquela era a mais pura das verdades mas mesmo assim preferiu ignorar.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Dream in Germany - 29º Capítulo

Olá,

Afinal ontem não tinha assim tanto que fazer, eu avisei que stressava por nada xD
Hoje foi quase tudo igual mas estive muito mais dedicada ás fics...
E como tenho estado bastante contente tanto com os comentários na fic como no blog em geral e como uma certa menina que é sempre extremamente assídua a postar me anda a chatear, aqui fica ;D


Capitulo 29

Como da vez anterior, Bill chegou quando Tom já estava a tomar o pequeno-almoço.
- Então maninho, queres que te prepare um pequeno-almoço recheado hoje? -  perguntou tentando parecer animado. – Deves ter tido uma grande noite.
- Não sejas parvo, Tom. – mesmo se estivesse irritado com ele não poderia falar seriamente pois o seu sorriso embasbacado o trairia. – Sabes bem que não sou desses…
- Está bem… - Era verdade que eram opostos neste tema mas, vindo de onde o seu gémeo, veio não deixou de fazer um cara surpresa que foi correspondido com um revirar de olhos amargo. – Pronto, já não cá está quem falou.
- Sabes… -suspirou preparando-se para uma descrição da noite sem se importar com o que o seu gémeo dissera, se queria ouvir ou não ou muito menos os seus sentimentos. – Foi tão bom… Ela recebeu-me de braços abertos. Se bem que, antes de ir ter com ela tive que esperar muito tempo para que o dono do estabelecimento…
- O proxeneta, queres tu dizer… - o mais alto lançou o mesmo olhar acusador. Tom sabia que não devia dizer essas. Conhecia bem demais o seu irmão, sabia que ele não iria desistir da tal rapariga tão facilmente mas também não gostava de ver que ele estava iludido. Para ele parecia tudo tão belo e simples que queria mostrar-lhe como era verdadeiramente a realidade. Mas ao mesmo tempo, ficou com inveja. Por breves momentos, a sua mente vagueou até ao local onde Kristen estava e desejou ser como o seu irmão. Desejou querer o amor verdadeiro que o seu irmão queria, desejou ver tudo de uma forma simples e bela, desejou poder lutar contra tudo e contra todos e ter a mulher, aliás, rapariga, com que sempre sonhou consigo. Mas este momento não era sobre ele e sim sobre o seu irmão, e tinha que mostrar a realidade tal como é. Suspirou, tentou por as suas emoções de lado e continuou a explicação – Bill, por muito que gostes dela não te podes esquecer do contexto em que estás com ela. Eu sei que é difícil mas tens que aceitar isso.
- Ou mudá-lo! – um brilho diferente surgiu nos seus olhos.

domingo, 17 de junho de 2012

Dream in Germany - 28º Capítulo



Demorei um pouquinho mais e os próximos capítulos vão ser curtos mas espero que gostem.
Não era para postar hoje mas pronto, é para a pisca <3

Capitulo 28

Desta vez Tom não ficou preocupado com o gémeo, sabia perfeitamente onde estava, com quem estava e a fazer o quê. Por isso não se pôs a pé assim que saiu do mundo dos sonhos, deu voltas e voltas na cama aproveitando o tempo de descanso que lhe restava. À muito tempo que não tinham horários tão normais e decentes e tinha anteriormente afirmado que preferia passar a noite a gravar mas esta nova vida sabia-lhe bem. Estava envolto nestes pensamentos quando ouviu tocar à campainha. Estranhou visto que era muito cedo e não estava à espera de ninguém mas não demorou a sair da cama e ir abrir a porta, ainda em boxers. Surpreendeu-se ao ver uma figura esbelta com cabelos despenteados e olhos semi-fechados. Não foi preciso convidar a entrar pois ela já tomara a direção do quarto dele. 

-Os pozinhos acabaram-se, foi? - inquiriu seguindo-a.  

-Não me lixes, Tom! - acabou por responder já deitada na cama onde haviam partilhado momentos perfeitos. 

-Sabes bem que não gosto de te ver assim, Kristen! - ao pronunciar esta frase todas as memórias vieram à imagem. Conheciam-se à bastante tempo, eram amantes ocasionais mas a ascendente carreira do guitarrista afastou-os um pouco, em consequência ela entrou num grupo não muito afamado e a partir daí tinha-se degradado física e mentalmente o que agravava a sua separação.  

-Sim, pois, conta-me histórias... - disse ela levantando-se e aproximando-se dele. 

-Não... - murmurou, sabia quais eram as suas intenções e por mais que a desejasse não o poderia fazer com ela naquele estado - Porque é que não largas essa merda? 

-Queres que te seja sincera? Vais estar sempre aqui comigo? Vais ajudar-me, ouvir-me e dar-me o que eu preciso? Vais-me dar comida e cama?

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dream in Germany - 27º Capítulo

Na semana passada não postei, peço desculpa mas já aqui está.
Aproveito que tenho novas leitoras para partilhar novamente o link da minha fic com a BOPS http://ficsluisaandbops.blogspot.pt/

Capitulo 27

- Eu sabia que voltavas! - disse Luísa ainda de costas, a vinda deste «cliente» animava-a mas nem isso fazia com que um sorriso verdadeiro ilumina-se a sua cara.

- Claro que sim. Peço é desculpa pela demora... - sentou-se devagarinho na cama e esperou que ela fizesse o mesmo.

- Não faz mal... - ela fez o que ele esperava que ela fizesse - Mas porque demoraste?

- Oh... - estavam agora os dois sentados, lado a lado - Tinha medo que tu... sei lá... que tu... já não estivesses aqui ou que... não me quisesses...

- És mesmo tontinho... O que eu quero é que estajas comigo... - pegou na mão dele e começou a acaricia-la. - Mas o que interessa é que estás aqui.

- Pois estou... - ele, pelo seu turno, acariciava os longos cabelos dela - Então com foi a minha ausência?

Não conseguiu aguentar mais e uma lágrima percorreu o seu rosto ao lembrar-se de tudo o que tinha feito durante as noites que não tinham sido partilhadas com o Bill.

O coração dele falhou uma batida ao aperceber-se de toda aquela situação mas não conseguiu dizer uma palavra que fosse, limitou-se a abraçá-la e a deixá-la chorar no seu ombro durante bastante tempo... Depois, pouco a pouco, a mais nova foi-se libertando dos braços do mais velho.

- Obrigada, estava mesmo a precisar. - sorriu e, desta vez, foi genunino.

- Sempre aqui para ti... - sorriu também e, mesmo passado uns segundos, mais nenhuma pergunta nem tão pouco um assunto tinha surgido. Olhar um para o outro era bom, mas chegava a ser aborrecido, assim Bill decidiu perguntar, com jeitinho para não causar recentimentos - Queres falar disso ou...?

- Sei lá... - riu-se um pouco da sua resposta - Por um lado apetece-me contar tudo, desabafar... Mas por outro... não sei... quero manter tudo para mim... Entendes? - olhou para ele e ele consentiu com o olhar. Aproximaram-se ainda mais e Luísa pousou a cabeça no suave peito dele e desabafou, contou tudo o que fez, o que viu, o que sentiu… E assim se passou mais uma noite mas, a manhã foi diferente. Desta vez, foi Luísa a acordar cedo e ficou a contemplar o loiro até que ele acordou. Falaram mas muito pouco, o tempo era escasso. Mas a promessa continuava no ar, ele voltaria.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dream in Germany–26º Capítulo

Olá,
Eu tenho andado ocupada e não tenho escrito nada mas pronto deixo-vos um capítulo na mesma. É seca mas é o que há :s
Beijos
Capitulo 26
Depois de jantarem, Bill aperaltou-se e seguiu caminho para estar novamente com Luísa.
Quando lá chegou nem sequer precisou de se apresentar ou dizer o que queria, Karl falou-lhe muito diretamente:
- Hoje ela não pode, quer experimentar mais alguma?
O peito do Bill comprimiu-se com a dor que sentira ao ver aquelas raparigas tratadas como mercadoria, depois de se mentalizar do sítio onde estava respondeu:
- Não, quero-a a ela. Não pode porquê? – e aí voltou a preocupação, o que acontecera? Será que já não estava ali, tinha-lhe acontecido algo de mal?
- Sabe como é, coisas de rapariga. Mas se voltar cá para a semana já pode estar com ela á vontade. – Karl só pensava no azar que tivera, ele tinha estado tanto tempo sem lá voltar e voltou logo nesta semana! Quanto dinheiro iria ele perder!?
- Ah, sendo esse problema eu não me importo. – Ficou descansado mas uma nova preocupação surgiu, como iria ela reagir?
- Pois, mas sabe, são as únicas folgas dela… Não sei… - Karl passou as mãos pelo lenço verde de um tecido que parecia ser ceda mas sabia-se ser de um tecido barato e de fraca qualidade, estava pensativo, deveria ser fiel á sua promessa de a deixar descansar uma vez por mês ou devia aceitar o pagamento generoso deste cliente?
- Eu tenho a certeza que ela não importaria – Começava a ficar impaciente, sabia perfeitamente que Luísa gostaria de vê-lo, não importa se é dia de folga ou não e estava a ser difícil aguentar-se a uns escassos metros dela sem a poder ver.
- Bem, não sei… - continuava a passar as mãos pelo lenço que estava sobre o seu casaco roxo.
- Não sabes o quê? – Alexia tinha-se aproximado e estava agora a apreciar o jovem do outro lado do balcão enquanto tinha os ombros pousados no mais velho elemento daquela receção.
- Este senhor aqui quer estar com a Luísa mas ela esta semana não pode. Eu não sei o que hei-de fazer…
Bill sentia-se demasiado observado por aquelas pessoas que se limitam a colar nele, só queria estar com ela.
- Eu tenho a certeza que ela não se importa m…
- Era o que eu tinha tentado dizer… - interrompeu Bill bruscamente.
- Mas eu vou lá acima verificar.
Os dois homens esperaram ser dizer uma palavra sequer.
- Pode subir – declarou a loira e Bill partiu escadas acima como um foguetão.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dream in Germany 25º capitulo


O prometido é devido :)

Capitulo 25

O tempo foi passando mas o sentimento de esperança não ia diminuindo nem um pouco assim como não ia diminuindo os pensamentos um do outro, só iam aumentando tal como a ansiedade de reencontrar o outro.  Mas a única parte que poderia mudar isto estava com medo. Medo que ela estivesse diferente, que não o recebesse como da primeira vez, se é que o voltaria a receber e nem tinha a certeza que ela lá estaria. Tudo isto provocava nele uma grande agitação psicológica que acabava por revelar-se tanto nos seus atos como nas letras que ia escrevendo para o cd. Todos notavam uma pequena diferença mas pensavam que seria stress pelo novo cd, cansaço, coisas banais. Mas há uma pessoa que sabe exatamente como ele está, não sabe bem o motivo mas tem a certeza absoluta que era tudo menos banal.
Tinham chegado a casa do encontro com os elementos da banda para acertarem uns certos pormenores e Bill estava particularmente estranho, não parava de abanar a perna, passava as mãos no cabelo em sinal de desespero, suspirava.
- Bill, o que é que se passa? – Perguntou Tom, aquele que sabe exatamente como ele está.
- É a nossa empregada, está a demorar muito! Estou cheio de fome e ela não me vem fazer o jantar! – Mudou a televisão de canal e estalou-se melhor no sofá que estava a partilhar com o irmão.
- São seis e meia e ela só bem às sete, Bill! E não me venhas com tretas, sei muito bem que não é isso! – o Bill não tirava os olhos da televisão mas preparava-se para barafustar quando o gémeo o chamou à razão – Sabes muito bem que não vale a pena mentir! Du bist Alles was ich bin Und alles was durch meine adern fließt.
Quase caíu uma lágrima ao ouvir aquilo, tinha sofrido tanto tempo em silêncio quando sabia perfeitamente que tinha alguém capaz de ouvir e ajudá-lo, e depois ainda lhe estava a tentar mentir quando sabia perfeitamente que ele sentia que não estava bem. Por isso se demorou a olhar o irmão que o continuava a chamar na tentativa de saber com exatidão o que se passava.
- Bill? Bill? Então? – Tom não estava à espera que o seu semelhante ficasse estático à sua frente a olhar para ontem.
No inicio não teve nem palavras nem forças para contar tudo ao irmão por isso abraçou-o, um abraço bem forte onde algumas lágrimas se soltaram.
- Bill, o que é que se passa? – O de tranças começou a ficar seriamente preocupado.
- Lembraste daquele dia em que tu me disseste para aproveitar enquanto não encontrava a tal? – Suspirou outra vez, tinha suspirado muitas vezes naquela tarde mas desta vez de alívio por estar finalmente a passar o que se passou ou seria de medo de contar o resto?!
- Sim… - Olho-o atónito, como poderia ele próprio ter culpa do que não tinha a mínima ideia do que fosse?
- Pronto… Eu queria mas tu sabes que para mim é difícil arranjar alguém então… então… - estava a tentar arranjar as palavras certas e mesmo coragem para contar o resto.
- Então? Tem calma maninho, sabes bem que podes desabafar comigo – passou-lhe a mão nos ombros em sinal de apoio.
- E então fui a um bordel… - Olhou a parte do sofá que o separava do Tom para esconder a cara como se tivesse vergonha do que havia feito.
- Mano? Olha para mim. – Assim que o vocalista ergueu a cara continuou a falar – Não há razão para teres vergonha e muito menos de mim! – Esperou o semelhante sorrir ligeiramente como só ele sabe fazer para prosseguir. -  Mas eu sei muito bem que não ficaste nesse estado por teres passado uma noite com uma mulher da vida, conta-me lá o que se passou!
E Bill assim o fez, pormenor a pormenor, contou tudo, só não contou o que Luísa lhe havia contado para proteger a sua intimidade, são coisas que lhe diziam respeito a ela e somente a quem ela havia contado. Depois de contar tudo o que se tinha passado teve também que contar o que se passava no presente.
- Por favor ajuda-me – enterrou a cara nas mãos e continuou a falar por entre ligeiros soluços e suspiros – Eu não sei o que faça! Quero voltar a vê-la, Tom! Mas tenho medo, tanto medo.
- Medo de quê Bill?!
- Medo que ela não esteja lá ou que não me receba como da outra vez!
- Só saberás se lá fores! E não disseste que ela ficou na espectativa que voltasses?! Então de que é que estás à espera?!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dream in Germany - 24º capitlo



Olá,

Como prometido cá está o capitulo desta semana. Espero que gostem e que eu não vos desiludo porque isto não está a ir nada bem...
Beijinhos

Capitulo 24
Assim que ela acordou de manhã sentiu um vazio, primeiro na cama depois na alma. Logo que se apercebeu que aquele com quem tinha partilhado os segredos mais intímos já não estava no mesmo espaço que ela mil e uma pergunta passaram-lhe pela cabeça, foi um sonho? ele não gostou? ele vai voltar?. Tentou racionalizar um pouco, primeiro tinha que se acalmar, não foi tarefa fácil mas lá conseguiu. Fez a sua rotina matinal normalmente  na casa-de-banho  e, só quando entrou novamente no quarto é que se apercebeu que estava um papel em cima de mesinha de cabeceira. Era uma folha em branco, estava dobrada em dois. Abriu-a. Depois de olhar para uns gatafunhos durante uns escassos segundos conseguiu ler «voltarei». Uma única palavra mas um turbilhão de sentimos. Estava feliz por saber que tinha sido tudo verdade, que ele ia voltar, que o amor era mútuo mas também ficou ansiosa, quando é que voltaria? voltaria mesmo? E como reagiriam Karl e Alexia? Respirou fundo e saiu do quarto, já estava atrasada, não sabia por que razão não tinha ouvido os violentos murros na porta para a fazerem despachar, como todos os dias. Desceu as escadas apressadamente e deu de caras com a Alexia toda sorridente.
- Bom dia -disse receosa.
- Bom dia querida - replicou muito alegre - A noite deve ter sido boa... - falou num tom sugestivo.
- Foi... - Pronunciou a medo - Até foi.
- Ainda bem que foi! - Abraçaram-se e a loira continuo - para o Karl também. O teu amiguinho foi bem generoso, sabias? - As faces da mais nova incendiaram-se - O Karl está disposto a dar-te uma semana, uma semana inteira de folga! - Os olhos de Luísa brilharam e um sorriso iluminou mas depois pensou melhor.
- E se eu trabalhar esta semana e sair mais cedo? Sempre me falaram em seis meses, seriam seis meses menos uma semana!
- Ah... - Desta é que ela não estava á espera, nem que quisesse trabalhar nem que acreditasse que sairia dali dentro de seis meses - Não sei... Terás que falar com o Karl. 
- Ok... Já que ele está ocupado vou comer e depois vou falar com ele.
Empanturrou-se de coisas boas e no fim foi, de facto, falar com o patrão. Também este ficou em choque mas acabou por dizer algumas palavras doces para sossegar a rapariga para que esta continuasse a fazer o seu trabalho que tanto dinheiro lhe tinha rendido.
Os dias passaram e as noites sucederam-se umas às outras, a fazer o que tinha de fazer. Nunca se queixou, nunca se deixou de cuidar, nunca se revoltou, nunca tentou fugir, tal como de antes, mas com uma esperança renovada e um objetivo bem maior: ele voltaria.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dream in Germany - 23º capitulo


Olá,

Estou mesmo decidida a voltar com isto para a frente, vou fazer o melhor que posso para vos garantir um capitulo por semana, ok? Neste momento tenho mais dois escritos e algumas ideias... podia ser pior...
Eu sei que este é pequenino mas compenso-vos no 25º, ok?
Espero que gostem, beijinhos!
________________________________________________________________________


Capitulo 23

Bill acordou com o nascer do Sol, ainda tinha algum tempo antes do irmão acordar mas preferia não arriscar e ir cedo para casa, não lhe apetecia explicar tudo, pelo menos não agora, queria deixar tudo tal como estava, mágico. Mas não se conseguiu abstrair da jovem que estava ao seu lado, os seus cabelos perfumados espalhados pela almofada, o rosto suave iluminado pela luz que emanava da janela, o corpo coberto pelo lençol... Daria tudo para ficar assim, com ela, para sempre, mas existe uma coisa chamada realidade que o chamava. Olhou para o relógio, deveria ter passado tempo demais a venerar a sua musa e a passar a mão por aqueles cabelos ondulados. Saíu da cama com muito cuidado pois não a queria acordar e vestiu-se lentamente para não fazer barulho. Dirigiu-se com calma para a porta e já estava pronto a sair quando parou novamente para olhar Luísa, lembrou-se então de lhe deixar uma carta e partiu. Chegou a casa e fez a rotina que fazia habitualmente.
- Então mando, que se passou hoje à noite? – Perguntou Tom que se tinha levantado invulgarmente cedo e já estava a tomar o pequeno-almoço.
- Nada de mais… - respondeu enquanto cortava os morangos.
Queria lá voltar mas tinha receio então deixou os dias passar por entre noites no estúdio, passeios pela nova cidade, festas mas jamais em alguma dessas atividades a conseguiu tirar da cabeça.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Dream in Germany

Olá,

Já à muito tempo que ando a pensar nisto... Continuo com a fic ou não?
Eu gosto de escrever, é claro! Mas os comentários e o tempo não ajudam muito... E eu nem sequer sei muito bem qual vai ser o rumo da história, tenho um capítulo escrito e vou tentar escrever mais um hoje apesar de ter que atualizar ambos os meus blogs e acompanhar as fics que deixei quando saí...
Digam tudo o que têm a dizer, a sério! Se acham que não é boa o suficiente digam...
Beijinhos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dream in Germany - 22º Capítulo

Boa Noite,

Não tive os comentários todos e nem uma frase do próximo capitulo tenho escrita mas pronto, pode ser que tenha os comentários todos nesta e me anime para escrever ;D
Vou tentar organizar melhor o meu tempo e já devo conseguir escrever mais...
Beijos

Capitulo 22

Assim que o mais velho abriu a porta e vislumbrou a amada foi como se todas as borboletas que habitavam o seu estômago se tivessem libertado. Desconfiada pelo tempo que o cliente estava a demorar em agarra-la fê-la virar para encarar o jovem vestido de negro. Assim que reconheceu quem era um grande peso saiu dos seus ombros. Seria a primeira vez que não o faria totalmente como uma obrigação mas também com um pouco de prazer, pensou. Depois de se fitarem um ao outro com um sorriso embasbacado no rosto, ela pôs as mãos na t-shirt dele e perguntou:
- Começamos?
- Sim! – Os seus olhos brilhavam de prazer – Quer dizer, não. – Afastou-a o que a deixou perplexa mas depois explicou-se. – Não vamos começar assim… Vamo-nos conhecer melhor… vamos sair…
- Mas tu não vieste cá para isso – Luísa estava completamente confusa.
- Não, mas também não estava á tua espera aqui. – Pegou numa madeixa de cabelo dela e pô-la atrás da orelha.
- Isso quer dizer que te lembras de mim do concerto! – As coisas começavam a fazer mais sentido na cabeça dela.
- Eu não seria capaz de te esquecer – Os olhos deles brilhavam enquanto olhavam para dentro dos dela fazendo os pelos da nunca da mesmo levantarem-se.
Ela não conseguiu dizer nada, fechou os olhos e suspirou. Ele pôs os braços á volta do seu pequeno corpo e deixaram-se estar assim durante alguns minutos.
- Sentamo-nos? – Os dois corpos estavam a ser separados e só agora ele reparou que ela estava a chorar. – O que foi? – perguntou com a sua habitual voz doce e um tom preocupado.
- Não foi nada, vamo-nos lá sentar.
- A sério, podes-me contar…
- Estou contente por estares aqui, só isso…
Após muita insistência ela acabou por confessar toda a sua aventura na Alemanha e ele confessou-lhe igualmente os seus segredos mais íntimos. Estiveram nisso a maior parte da noite mas, quando já não conseguiam manter os olhos abertos, deitaram-se na cama, bem juntinhos.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Dream in Germany - 21º Capítulo

Olá,

Desculpem ter demorado tanto tempo a postar mas é que só tenho mais um capítulo escrito e nem sei muito bem como continuar a história, desculpem =S
O inicio do ano tem corrido muito bem, tenho falado com pessoas com quem não falavas á uns tempinhos :p
A escola tem sido... ahm... escola xD
E por ai?

Capitulo 21

- Bill, não podes continuar assim, maninho! – disse o mais velho ao continuar a ver o irmão com a mesma expressão triste que tinha desde que aquela rapariga aparecera no concerto deles.
- É fácil falares, não é, Tom?! Comes uma diferente todas as noites e para ti continua tudo bem! – respondeu azedamente.
- Calma aí… Estou a tentar ajudar-te… É só uma miúda e há muitas mais por ai! Podias sempre aproveitar enquanto não encontras a tal… - sorriu atrevidamente.
- Já estou por tudo – o vocalista estava tão em baixo que até se rendia aos conselhos do irmão – Ao fim do ensaio eu trato disso – esta última frase foi pronunciada alegremente e com um sorriso na cara o que deixou Tom boquiaberto.
O ensaio havia decorrido normalmente e já tinha terminado, mesmo a tempo, pensava. Corria o rumor de que havia uma casa com miúdas novas e ele queria experimentar. Não queria chegar a um bar e ter montes de raparigas histéricas á sua volta, queria apenas descontrair, relaxar e aproveitar o momento. Antes de ir á morada indicada passou rapidamente por casa antes de Tom chegar, ele devia chegar a casa depois de acabar de falar com a secretária do estúdio o que não devia demorar muito. Tomou banho, vestiu uma roupa normal mas sempre dentro do seu estilo elegante. Jantou num restaurante bem discreto e arrancou para a morada que lhe haviam indicado. Antes de sair do carro reparou que o Tom lhe tinha mandado umas dez mensagens a perguntar onde estava, com quem estava, se ia jantar, se demorava muito… as tretas do costume, pensou o mais novo que apenas respondeu com um «volto tarde».
- Boa noite – apresentou-se Bill ao homem que estava no balcão.
- Não esperava ver uma pessoas… assim… desse mundo por cá – foi a resposta que obteve.
- Bem, não importa – estava demasiado concentrado no seu objetivo para estar com rodeios – Queria passar aqui a noite, com uma rapariga daqui, obviamente.
- Acho que tenho uma rapariga que vai adorar!
- É maior de idade, certo?
- Certíssimo! – garantiu falsamente Karl.
- Ok, então – um pequeno sorriso esboçou-se no rosto do jovem rapaz – Quer que pague agora ou…?
- Não, deixe estar. Sei que consigo não há problemas de dinheiro – riu-se secamente do que havia dito – Divirta-se e amanhã tratamos das coisas sérias. Vou só avisa-la e já poderá subir.
*
A porta do quarto de Luísa abriu-se sem ninguém pedir permissão, como sempre.
- Tens mais um á espera – já fazia parte da rotina mas nunca deixara que a incomodar – mas desta vez vais gostar, tenho a certeza – Luísa duvidava mas continuava a preparar-se com o mesmo afinco. Tentava, em vão esconder as marcas que as lágrimas haviam deixado no seu rosto. Arrumou o produto que usava e levantou-se: Estou pronta – afirmou tristemente
*
- Pode subir – avisou o cinquentão assim que desceu até á entrada onde se encontrava o rapaz – primeira porta á esquerda.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Dream in Germany - 20º Capítulo

Hallo,

Últimos dias de aulas *o* As minhas notas está não estão más (para o 1º período do 10 e comparando com a média da turma), media de 16, mais coisa menos coisa.
Não tenho feito nada a não ser estar na internet :o Deve ser para depois nas férias fazer algo mais construtivo *cof* *cof*
Eu não postei porque estava á espera da menina Bruna -.-'
Só tenho mais um capitulo escrito mas como eu tenho umas leitoras muito fixes eu posto já :3
Beijinhos <3

Capítulo 20

Maik, que se tinha mantido na linha - se é que assim se pode dizer já que não era a linha que os adolescentes deviam seguir mas sim a linha dos drogados que não descarrilavam da vida – com a ajuda de Luísa, tinha ficado bastante pior. Deixou de possuir o aspeto íntegro que a portuguesa tanto admirava, passou a ser um como tantos outros. Dormia na rua, chutavasse em qualquer esquina e estava cada vez mais distanciado do grupo. Era drogado, sim, já não tinha a perversidade característica dos rapazes da sua idade mas, de certa forma, essa característica continuava presente. E visto que nem as raparigas queriam ter algum relacionamento com ele, viu-se obrigado a recorrer á mais velha profissão do mundo.

Enquanto o jovem rapaz tratava do pagamento antecipado com Karl, Alexia tratava de avisar Luísa. Assim que a mais velha abandonou o quarto, o rapaz entrou.
- Não… - pronunciou ao vislumbrar a silhueta da rapariga pouco vestida que estava sentada na beira da cama, de costas para ele.
- Maik?! – perguntou incrédula.
- Como é que tu me conseguiste abandonar por isto?! Sem dúvida é um caminho bem melhor! – Prosseguiu sem dar tempo a Luísa para responder – Se era dinheiro que querias podias ter pedido!
- Deixa-me explicar! – Luísa agarrou o pulso do loiro.
- Explicar o quê?! – E saiu porta fora deixando Luísa lavada em lágrimas. Tinha que arranjar uma maneira de sair dali e bem rápido.

- O que é que ti fizeste?! – os olhos de Karl raiavam fúria – Ou melhor, o que é que tu não fizeste?! – as mãos agitavam-se freneticamente no ar e tocavam a cara, encarnada e inchada, em sinal de inquietação – Sabes quanto é que aquele puto poderia ter pago?! Sabes?! – o seu timbre era alto e nervoso e fazia Luísa chorar cada vez mais - Eu tinha planeado deixar-te apenas com os mais novos mas agora – olho-a de alto a baixo – vais ter de te aguentar qualquer um.
Nem mesmo Alexia, depois de ter ouvido a história completa da pobre rapariga, conseguiu alterar o amargo futuro desta. Tal como o cinquentão havia dito, tinha que aguentar qualquer um e, bem ou mal, aguentou. Realizou todos os fetiches de novos, mas principalmente velhos, porcos e nojentos sem dizer uma palavra. Mesmo assim, no final dessa mesma noite não havia uma pessoa que não tinha reclamado com a passividade da rapariga. Esse era, no entanto, o único defeito que lhe achavam.
Decorridas algumas noites e muitas conversas com a Alexia, na maioria falsas promessas de que quanto melhor fizesse mais rápido sairia de lá, melhorou… e bastante, segundo os clientes.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Dream in Germany - 19º Capítulo

Olá lindas,

Desculpem pela demora mas é que tenho estado sem inspiração nenhuma para escrever :$
Aproveitem bem este feriado da Restauração da Independência que para o ano não há :s
1 de Dezembro é também do Dia Mundial da Luta contra a Sida e o aniversário da inauguração do antigo Estádio da Luz :p
Beijos <3


Ao final de uma semana, Luísa já estava limpa, tal como prometera Alexia. Agora conseguia manter-se acordada tempo suficiente para pensar no que deixara em Portugal, no que deixara nas ruas de Hamburg (em Maik, principalmente), no seu futuro… Mas tudo isso era demasiado doloroso, aperceber-se que tinha deixado um mau caminho para um ainda pior, que tinha deixado para trás, tanto em Portugal como em Hamburg, quem a amava e protegia. Porque tinha sempre que abandonar quem lhe queria bem?! Era a pergunta que girava na sua cabeça sem nunca achar uma resposta. A única resposta que conseguia encontrar era à pergunta O que iria fazer agora?! e era demasiado difícil imagina-lo. Por isso passava as horas a reviver o concerto. A rever todos os olhares que tinha trocado com Bill, ou estaria apenas a inventá-los?! Isso pouco lhe importava. Dava voltas e voltas na cama a imaginar o que faria se conhecesse o rapaz. Era a única coisa que a mantinha alegre dentro daquelas quatro paredes e estava contente com isso. A sua fanatiquisse tinha voltado e ela sabia que com ela vinham muitas outras coisas importantes para vencer aquela situação, tal como a força de vontade e a coragem. Assim, quando Alexia entrou no quarto tentou, a toda a força, fugir mas foi barrada pelo Karl que estava mesmo á entrada da porta.
- Eu até estava a tentar ser gentil contigo mas como te comportas assim… - Fulminou-a com o olhar e depois olhou para Alexia como que dar-lhe um recado incompreendido pela mais nova.
- Vem comigo – A loira amarrou-a por um braço e levou-a para um quarto com um grande armário – Do mundo de onde vens já deves ter feito isto muitas vezes – Luísa fitou as paredes aflita, a hora D, estava perto, muito perto e nada lhe metia mais medo do que isso. Só conseguia pensar em Maik, porque não tinha feito com ele?! Pelo menos a primeira vez seria mais agradável… - Não te faças de santa que sei muito bem que não és!
Depois de uma hora a aprender tudo o que deveria, ou não fazer, e a escolher a pouca roupa que ia usar no tal momento a Luísa estava ainda mais nervosa.
Alimentou-se bem e descansou bem até que, lá para a meia-noite o seu primeiro cliente apareceu.

domingo, 13 de novembro de 2011

Dream in Germany - 18º Capítulo

Olá,

Não há nada de mais a contar... Chegou o Inverno xD Detesto chuva, vento, frio e tudo isso mas por outro lado é tão lindo *o* e daqui a nada estamos no Natal +.+
Ah, o que eu escrever daqui para a frente vai ser com o novo acordo ortográfico mas o que já está escrito não está e eu não mudei, importam-se?

Beijinhos

Capítulo 18

O que Bill não sabia é que Luísa saiu logo do recinto porque não podia mais. Ela já nem pensava em aguentar, a dor de cabeça era demasiado persistente para pensar em alguma coisa e o corpo estava demasiado dorido para ir para algum lado, para não mencionar a intensidade das convulsões da jovem. A sua sorte, ou azar, foi estar uma certa rapariga lá. Essa loira injectou-lhe uma pequena quantidade de heroína e ajudou-a a ir até a um carro no qual as duas foram dirigidas até uma casa decorada exteriormente com neons rosa. Entraram pela traseira até um dos quartos do segundo andar e cuidadosamente deitaram a Luísa na cama. Saíram do quarto, trancaram-no e foram falar para um lugar mais calmo.
- E o que sugeres que façamos com ela, agora? – perguntou bruscamente Karl, um homem de meia-idade vestido extravagantemente e que pouco se importava com a sua barriga.
- O mesmo que fazemos com as outras – respondeu uma loira de aspecto duvidoso na casa dos trinta anos.
- Mas ela é muito nova!
- Vais-me dizer que ainda não reparas-te na quantidade de homens e rapazes que reclamam porque querem algo mais novo?
- Esperemos que tenhas razão – disse rudemente o chulo – O que é que vais fazer em relação às drogas?
- Se me deres 20€ para a semana ela pode atender os clientes que quiseres. – O homem de meia-idade entregou-lhe uma nota amassada e virou costas.
Eram 7 da tarde, as farmácias ainda estavam abertas. A loira foi á garagem de onde saiu com direcção ao centro de Berlim ao volante de um jipe. Assim que tinha os comprimidos necessários na dose suficiente regressou à boate. Como previu Luísa estava a acordar e a precisar seriamente de uma dose mas teria que se sujeitar aos comprimidos que ela trouxera.
- Olá. – Disse a loira aproximando-se da morena.
- Quem és? – Perguntou Luísa na defensiva enquanto aproximava os joelhos do peito.
- Sou a Alexia. Sou eu quem vai tratar de ti e ajudar-te. Se precisares de alguma coisa é só dizeres.
- Onde é que estou?
- Estás num local seguro onde te vais desintoxicar. – Luísa era nova, não conhecia este mundo mas tinha quase a certeza que aquilo não era nenhum centro de desintoxicação mas as forças eram poucas para perguntar. – Agora vais tomar estes comprimidos e relaxar. Quando te estiveres a sentir mal tomas. – Deu dois para a mão dela e pousou os restantes na mesa perto da cama – Vou deixar-tos aqui – Pegou no copo cheio de água e deu-o também para as mãos de Luísa. – Eu já te trago mais águas, agora toma e vê se descansas.
E assim se passou uma semana, convulsões atrás de convulsões, dores atrás de dores. Tentava pensar no futuro o mínimo possível pois sabia que não a aguardavam boas coisas.